O Vinho em Portugal

Mundialmente conhecido pela produção de Vinho do Porto, Portugal é a mais antiga região demarcada do mundo com 250 castas nativas. As regiões demarcadas de Portugal correspondem à quarta maior área de vinha da Europa, com 199 mil hectares, sendo 174 mil hectares de vinhas com Indicação Geográfica (IG) ou Denominação de Origem Controlada (DOC).

Existem 14 regiões vinícolas demarcadas de Portugal:

1-Região dos Vinhos Verdes
Principais castas:  Alvarinho, Loureiro, Trajadura, Avesso, Arinto e Azal.

2- Região de Trás-os-Montes
Principais castas:  Trincadeira, Bastardo, Marufo, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Franca, Síria, Fernão Pires, Gouveio, Malvasia Fina, Rabigato e Viosinho.

3-Região do Douro
Principais castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Tinto Cão, Trincadeira, Souzão, Malvasia Fina, Gouveio, Rabigato, Viosinho e Moscatel Galego.

4- Região de Távora-Varosa
Principais castas:  Malvasia Fina, Cerceal, Gouveio, Chardonnay, Touriga Francesa, Tinta Barroca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Pinot Noir.

5- Região do Dão
Principais castas:  Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen, Tinta Roriz, Encruzado, Bical, Cercial, Malvasia Fina e Verdelho.

6 – Região da Bairrada
Principais castas:  Baga, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Fernão Pires, Arinto, Rabo de Ovelha, Cercial e Chardonnay.

7 – Região da Beira Interior
Principais castas: Siria, Arinto, Fernão Pires e Malvasia fina.

8 – Região de Lisboa
Principais castas:  Castelão, Tinta Roriz, Touriga Nacional, Tinta Miúda, Trincadeira, Touriga Franca, Cabernet Sauvignon, Syrah, Arinto, Fernão Pires, Seara-Nova, Vital, Chardonnay, Malvasia, Aragonez e Trincadeira.

9 – Região do Tejo
Principais castas:  Touriga Nacional, Trincadeira, Castelão, Cabernet Sauvignon,  Merlot,  Fernão Pires, Arinto, Tália, Trincadeira das Pratas e Vital

10- Região da Península de Setúbal
Principais castas: Castelão, Fernão Pires, a Arinto, Moscatel de Setúbal, Moscatel e Moscatel Roxo.

11 – Região do Alentejo
Principais castas: Roupeiro,  Antão Vaz, Arinto Trincadeira, Aragonez, Castelão,  Alicante Bouschet , Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Syrah e Chardonnay.

12 – Região do Algarve
Principais castas: Castelão, Negra Mole, Arinto, Síria e Syrah.

13 -Região da Madeira
Principais castas: Tinta Mole, Sercial, Boal, Malvasia e Verdelho.

14 – Região dos Açores.
Principais castas: Verdelho, Arinto, Terrantez, Boal e Fernão Pires.

História do Vinho do Porto

O Vinho do Porto, apesar de produzido com uvas do Douro e armazenado nas imensas caves de Vila Nova de Gaia, deve o seu nome à cidade do Porto, a partir de onde foi exportado para todo o mundo, desde o século XVII.  É um vinho licoroso, fortificado, produzido exclusivamente a partir de uvas da Região Demarcada do Douro, a cerca de 100 km da cidade do Porto. Esta zona tem um clima único em que as uvas crescem e se desenvolvem de forma particular, e cuja fermentação não é completa, sendo interrompida dois ou três dias depois do início, pela adição de aguardente vínica neutra com teor alcoólico a rondar os 77º. Esta combinação torna o Vinho do Porto bastante doce e mais forte do que um vinho normal.

Existem quatro tipos de vinhos do Porto: Ruby, Tawny, Branco e Rosé.

O Vinho do Porto Ruby é um Vinho do Porto comum, que envelhece em garrafa, feito de uvas tintas e amadurecido durante vários anos, com sabor doce e frutado. Pelo seu maior contato com a madeira tem cor vermelha profunda, aromas frescos a frutos vermelhos e taninos mais evidentes. Colocando, por ordem crescente de qualidade, temos o Ruby, o Reserva, o Late Bottled Vintage (LBV) e finalmente o Vintage. Os Vintage e os LBV, poderão ser guardados, pois envelhecem bem em garrafa.

O Vinho do Porto Tawny é amadurecido durante mais tempo do que o Ruby, tem uma cor vermelha acastanhada e é armazenado em pipas de carvalho, tendo mais sabor a frutos secos. A sua cor apresenta evolução, devendo integrar-se nas sub-classes de cor tinto-alourado, alourado ou alourado-claro. Os aromas lembram os frutos secos e a madeira; quanto mais velho é o vinho mais estas características se acentuam. Quando são engarrafados estão prontos para serem consumidos.  As categorias existentes são: Tawny, Tawny Reserva, Tawny com Indicação de Idade (10 anos, 20 anos, 30 anos e 40 anos) e Colheita.

O Vinho do Porto Branco feito com castas brancas das encostas do Douro envelhece em grandes tonéis de carvalho apresentando tonalidades diversas que vão entre branco pálido, branco palha e branco dourado. Os envelhecidos em casco, durante muito anos, adquirem, por oxidação natural, uma tonalidade alourada-claro semelhante à dos vinhos tintos muito velhos. Em termos de doçura, o Vinho do Porto Branco pode ser muito doce, doce, meio-seco, ou extra seco. A doçura do vinho constitui uma opção de fabrico, condicionada pelo momento de interrupção da fermentação. Tipicamente vinhos do Porto branco são vinhos jovens e frutados e podem ostentar as menções Reserva ou Indicação de Idade (10, 20, 30 ou + 40 anos) desde que cumpridas as formalidades inscritas nos regulamentos do Vinho do Porto.

O Vinho do Porto Rosé é a vertente mais moderna dos Vinhos do Porto, obtido por maceração pouco intensa de uvas tintas tem uma cor rosada e devem ser consumidos novos com boa exuberância aromática de notas de cereja, framboesa e morango. Na boca são suaves e agradáveis. Devem ser apreciados frescos ou com gelo, podendo ainda ser servidos em diversos cocktails.

Castas
Touriga nacional Touriga francesa Tinto cão Tinta barroca Tinta roriz  Tinta amarela

Harmonização
Para apreciar um qualquer vinho na sua plenitude é fundamental fazer a sua harmonização com o acompanhamento, o Porto Branco, por exemplo, combina com tâmaras, amêndoas torradas ou salmão fumado enquanto que um Porto Ruby, acompanha com cheesecake ou queijos de pasta mole e intensidade média.

Para apreciar um Porto Tawny já precisa de queijos fortes ou patés enquanto que um Porto LBV leva-o para bolo ou mousse de chocolate. Para o Porto Vintage procure queijos azuis velhos, como o Stilton. O Tawny 10 Anos pede já um queijo duro e com sabores a frutos secos, ou uma sobremesa como tarte de maçã! 30 e 40 Anos não precisam de acompanhamento!

Curiosidade
Sabe-se que em algumas partes do mundo o vinho do Porto é bebido ao longo de toda a refeição! No entanto, isto é um pouco extremo. Ele deve ser consumido no momento certo no qual é possível apreciar os perfis de sabor que cada um dos vinhos do Porto pode oferecer. Com a exceção dos Porto Brancos e Rosés, dadas às suas características especiais, o Vinho do Porto deve ser conservado manter-se num local abrigado da luz, seco e fresco, mas não frio.  As temperaturas ideais para servir são: Rosé a cerca de 4ºC, Branco entre 6 e 10ºC, Ruby entre 12 e 16ºC e Tawny entre 10 e 14ºC.

História do vinho do Douro

Os vinhos do Douro têm suas formas tradicionais de vinificação e envelhecimento, o que dá sua característica marcante de forte cor e tanino com um grande potencial de guarda. São solos antigos e com milênios de história em cada garrafa produzida de sua bela região.

O rio Douro foi palco de diversos acontecimentos históricos, que marcam muito as características dos vinhos feitos nos dias atuais. O famoso Vinho do Porto tem sua forma de vinificação por importantes factos que ajudaram no desenvolvimento de sua feição, para que não perdesse sua qualidade em viagens longas pelo Douro.

Os vinhos do Douro são elaborados a partir de castas autóctones, podendo ser monovarietais ou elaborados em lotes. As uvas são plantadas em encostas à beira do rio Douro, em uma localização com clima perfeito para a maturação do vinhedo.

O Douro é local para diversas características de vinhos além de brancos e tintos, onde também há a produção de rosés, espumantes, moscatéis, vinhos de colheita tardia entre outros, todos com grande grau de excelência em sabores e corpo, que mostram grande estrutura.

História do vinho Verde

Os vinhos verdes são oriundos da Região Demarcada de Vinhos Verdes (DOC). Esta região foi demarcada em 18 de Setembro de 1908 e engloba a zona do noroeste de Portugal conhecida como Entre-Douro-e-Minho, tem como limites a Norte o rio Minho, que estabelece parte da fronteira com a Espanha, a Sul o rio Douro e as serras da Freita, Arada e Montemuro, a Este as serras da Peneda, Gerês, Cabreira e Marão e a Oeste o Oceano Atlântico. Este vinho é produzido somente a partir das castas autóctones da região, preservando a sua tipicidade de aromas e sabores tão diferenciadores a nível mundial.

O seu nome ‘vinho verde’, não provem da coloração do mesmo, mas sim das características verdejantes da zona onde é produzido. É um vinho jovem pois está pronto para ser consumido sem ter passado por períodos de maturação nas barricas ou em caves, apresenta alta acidez e frescura marcante.

Os enólogos definem-os como vinhos leves, com uma frescura vibrante e notas frutadas e florais. Podemos distinguir entre vinhos verdes de estilo clássico, jovens, leves, frescos e com baixo teor alcoólico e vinhos verdes sofisticados, com grande potencial de guarda, aromas e sabores complexos, intensos e minerais.

Existem quatro tipos de vinhos verdes, brancos, rosés, tintos e espumantes e ainda destas uvas é produzida aguardente vínica.

Os vinhos verdes brancos jovens desta variedade apresentam cores que variam entre o citrino até tons de palha, tem uma acidez intensa, ainda que delicada, e na boca são harmoniosos, intensos e evidenciam uma grande frescura. A intensidade de seus aromas frutados e florais evidencia uma frescura poderosa a cada gole. Os vinhos brancos envelhecidos exibem uma cor dourada, com aromas de fruta mais madura como o marmelo e mel. Na boca apresentam mais complexidade e estrutura, um vinho mais redondo, gordo e persistente.

Os vinhos verdes rosé revelam uma cor levemente rosada ou carregada, aromas jovens, frescos, lembrando frutos vermelhos com um sabor persistente, apesar da sua frescura natural.

Os vinhos verdes tintos apresentam cor vermelha intensa e, por vezes, espuma rosada ou vermelha viva, aroma vinoso, com destaque para os frutos silvestres. Na boca são frescos e intensos, muito gastronómicos, mantendo as características gerais: acidez marcante, frescura intenso no seu sabor e aroma

O espumante de vinho verde tem reforçadas as características de frescura aromática, associada a uma maior complexidade gustativa com frescura aromático sempre presente devido às temperaturas de consumo mais baixas. O que varia nesse caso é a doçura do vinho por causa da concentração de açúcar residual presente no resultado final.

A Aguardente Vínica de Vinho Verde, fruto da destilação dos vinhos, é envelhecida em casco. As características aromáticas e gustativas resultantes deste estágio melhoram não só a cor, do amarelado ao topázio, mas também o aroma e o sabor, ficando mais complexas e suaves.

Castas
Principais castas brancas:
Alvarinho, Arinto (Pedernã), Avesso, Azal, Loureiro e Trajadura.
Principais castas tintas:
Alvarelhão, Amaral, Borraçal, Espadeiro, Padeiro, Pedral, Rabo de Anho e Vinhão.

Harmonização
Para apreciar um vinho na sua plenitude é fundamental fazer a sua harmonização com o acompanhamento, os vinhos verdes combinam com frutos do mar e peixes de água salgada, polvo, sushi e sashimi! Em Portugal, combinam muito bem com a gastronomia regional, como, por exemplo, sardinhas assadas, rojões, …

Curiosidade
Qual a diferença entre vinho verde e vinho maduro?

A distinção entre o verde e o maduro não está relacionada com o nível de amadurecimento das uvas.  A designação de vinho verde refere-se ao vinho produzido especificamente na região vitivinícola dos Vinhos Verdes, o vinho maduro é todo o que é produzido fora desta região.
A diferenciação entre vinho verde e vinho maduro é algo que só existe em Portugal. No fundo permite dar destaque à especificidade dos vinhos verdes face a todos os outros: os verdes são vinhos mais leves, frescos e, geralmente, menos alcoólicos.

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